O calendário muda em um segundo. A gente, não

Existe uma crença mágica de que a meia-noite do dia 31 opera um “reset” em nossa existência. Como se trocássemos de pele instantaneamente.

Mas a virada do ano traz, paradoxalmente, esperança e uma profunda angústia. Por quê?

O tempo do relógio (cronológico) não é o mesmo que o tempo vivido. O dia 1º de janeiro carrega toda a continuidade, história e padrões de quem fomos até o dia 31 de dezembro. Não somos máquinas que reiniciam; somos um processo contínuo.

A angústia que sentimos nesta época, como diria Kierkegaard, é a “vertigem da liberdade”. O ano novo nos apresenta o “nada” do futuro. Somos lembrados de que o roteiro não está escrito e que a responsabilidade pelas escolhas é inteiramente nossa. E essa liberdade pesa.

Em vez de fugir dessa angústia preenchendo agendas com metas inatingíveis (para tentar provar um “novo eu” que ainda não existe), tente o caminho da autenticidade:

🤍 Acolha sua continuidade: você não precisa se reinventar do zero. Honre quem você já é.

🌱 Troque produção por sentido: não pergunte apenas “o que vou fazer?”, mas “quem estou tentando me tornar com essas ações?”.

Que este início de ano seja menos sobre uma mudança radical e performática, e mais sobre um compromisso honesto com o próprio caminhar.

AGENDAMENTO

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