“Ansiedade não surge do nada.” Essa frase pode soar simples, mas carrega uma provocação profunda. Em geral, quando a ansiedade aparece, a pergunta que surge quase automaticamente é: como faço para acabar com isso? Queremos silenciar o desconforto, retomar o controle, voltar ao estado anterior.
Mas e se a ansiedade não for apenas um sintoma a ser eliminado? E se ela for, antes de tudo, uma experiência humana que pede escuta?
Na perspectiva existencial-humanista, o sofrimento psíquico não é visto como um defeito da pessoa, mas como expressão da própria condição de existir. A ansiedade pode emergir quando algo está em jogo: antes de uma conversa difícil, diante de uma escolha importante, quando o futuro parece incerto ou quando percebemos que nossas decisões têm consequências reais. Ela aparece, muitas vezes, quando nos damos conta da nossa liberdade e do peso que vem junto com ela.
Na clínica, não se trata de eliminar o sentir, mas de criar espaço para compreendê-lo: o que essa ansiedade diz sobre você, sobre seus limites, desejos e possibilidades?
Talvez escutar a ansiedade seja um primeiro passo para se escutar com mais cuidado.
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